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"A CIGARRA E A FORMIGA"
Adaptação
de Edgar Rizzo
"A CIGARRA E A FORMIGA"
conta a história da Cigarra Astride que gostava muito de
cantar, ensaiava o dia inteiro e fazia show à noite e a Formiga
Adelaide que só pensava em trabalhar e armazenar tudo, para
não ter problemas no inverno. Adelaide era insociável, detestava
música e vivia queixando-se da vizinha Cigarra. A cigarra tinha
dois pretendentes, o senhor João Zangão e o senhor Godofredo Louva
Deus, só que a Cigarra gostava de João Zangão que também adorava
música e fazia serenatas para ela. Um dia a formiga Adelaide ficou
furiosa e resolveu por fim àquela situação tão incômoda. Juntamente
com Godofredo Louva Deus mandou sequestrar João Zangão e deu parte
a Dom Besouro, pois não conseguia trabalhar devido à cantoria de
Dona Cigarra. Isso lhe causava muitas dores de cabeça. O inverno
chegou, e como era de se esperar, a Cigarra teve problemas. Estava
muito só, pois João Zangão continuava desaparecido. Astride foi
então pedir ajuda à sua vizinha Adelaide, que se mantendo implacável
disse : "Oh! Dona Cigarra, a senhora cantou todo o verão enquanto
e trabalhava, que tal a senhora dançar para se alegrar?". A cigarra
Astride ficou muito triste, pois só queria companhia. Estava muito
só e sem ninguém. Mas o inverno terminou. Dom Besouro havia continuado
suas investigações e descobriu que a formiga Adelaide e Godofredo
Louva Deus eram responsáveis pelo sequestro do senhor João Zangão.
Adelaide havia contratado os Irmãos Aranha para sequestrar o pretendente
da cigarra Astride. Dom Besouro ficou muito zangado e condenou a
formiga e ao louva deus a cantar o ano inteiro para alegrar todos
que moravam na floresta. A Cigarra encontrou João Zangão e juntos
continuaram cantando e muito felizes.
AUTOR E DIRETOR
Edgar Rizzo é um dos fundadores do Grupo de Teatro Téspis. Autor
de vários textos para teatro. Adaptou e dirigiu "O Menino Maluquinho"
de Ziraldo que está em cartaz há dez anos no Estado de São Paulo.
Recebeu vários prêmios com essa montagem, inclusive o prêmio da
Fundação Nacional de Teatro em 1988. Dirigiu "O Cavalo Transparente"
de Sylvia Orthof que recebeu prêmio de melhor espetáculo de 1990
no Estado de São Paulo pela Associação Paulista de Críticos de Arte
- APCA e foi indicado para o Prêmio "Molière" nesse mesmo
ano.
MONTAGEM
"A CIGARRA E A FORMIGA" é um musical infantil que conta com
a participação de seis atores profissionais de grande versatilidade
que cantam e dançam dando ritmo e beleza ao espetáculo. As músicas,
compostas especialmente para o espetáculo, criam uma atmosfera especial
para que os personagens tenham vida e cada cena tenha um ritmo adequado,
alegre, despertando assim, o interesse e participação das crianças.
A cenografia, por sua vez, é harmoniosa, combinando figurinos, objetos
cênicos, adereços e bonecos de espuma, completando assim a magia
do espetáculo.
CONTEÚDOS
Com este trabalho o Téspis, sem didatismos, promove a possibilidade
de discussão e confecção de trabalhos sobre :
- A peça procura valorizar o trabalho qualquer que ele seja : o
da Formiga que é um trabalho braçal e o da Cigarra que é um trabalho
artístico.
- A importância dos seres vivos. Os insetos, objetivo do estudo
das ciências. A formação de um formigueiro e sua organização.
- Os professores poderão construir um herbário com as crianças.
- Estudo dos personagens e a relação com o Bem e o Mal.
- Não existem "pessoas" somente Boas ou somente Más. Todos tem seus
limites e virtudes.
- Redação sobre o entendimento da peça e desenhos de cenas.
Ficha Técnica
Autor e Diretor: Edgar Rizzo
Cenários e Figurinos: Mário Ricardo
Músicas: João Paulo Maradei
Iluminação: Edgar Rizzo
Elenco: Andréia Cristina, Cacá Toledo, Carolina Góes, Crhistian
Schlosser, Fefe, Jean Ferreira, Willian Rodrigues. |